Sempre há aquela dúvida, que moeda levar... sem dúvida, deve-se levar euros, pois o dólar é sobretaxado. E ninguém aceita dólar. Lá não se usa cartão de crédito, por razões óbvias. Mas é possível sacar dinheiro usando cartão no centro de Havana Velha (esqueci o nome da rua, mas se não me engano, chama Avenida José Martí, é uma avenida bem bonita). Você pode trocar seu dinheiro no aeroporto, ou no centro de Havana.
Na ilha circula dois tipos de moedas, o Peso Cubano (CUP) e o Peso Convertido (CUC). O CUC é para os turistas, e aliás é bem carinho, o pessoal aproveita dos turistas e tudo fica bem mais caro, sobretudo para aquele, que não sabe falar espanhol direito e assim, não sabe negociar... que foi meu caso.
Para passar bem 10 dias, sem contar com o valor da hospedagem, que já pode pagar e reservar pelo Airbnb (é... já chegou por lá), sugiro levar pelo menos 1000 euros, e saber negociar bem os deslocamentos, sempre perguntar antes de entrar no carro. Lá não tem táxi, você negocia com o motorista de algum carro particular daqueles carros antigos, bem bonitos da década de 50. Estes carros carregam cubanos e turistas, mas o preço costuma ser diferenciado para nós (nosotros).
Se quiser se aventurar mais pela ilha, é possível, alugar um carro, pegar um ônibus de turismo da ViaAzul, que também é possível pagar e reservar antes pela internet - https://www.viazul.com/, ou pegar algum avião de pequeno porte para conhecer alguma ilhazinha mais distante, que chamam de Cayo... Este site tem boas dicas de praia: https://www.guiaviajarmelhor.com.br/caribe-conheca-as-melhores-praias-de-cuba/
Sobre a hospedagem, custamos a identificar alguma que nos agradasse, pois já estávamos com aquela impressão ruim da cidade antes de viajar, levamos uma semana para escolher algo pelas fotos e comentários. Ficamos em Vedado, em uma ótima localização, que é a Rua (calle) 23 esquina com a Avenida dos Presidentes. Vedado é a parte mais nova de Havana, e é um bairro lindo, perto do Malecon (avenida que passa ao lado do mar, com um por-do-sol belíssimo), onde se encontra boa música, é perto do famoso Hotel Nacional e de vários restaurantes (que chamam de paladar, graças a uma novela brasileira, em que a Regina Duarte era dona de um restaurante com este nome).
Sobre a internet, é outra característica bem exótica. Visto que para acessar, é necessário comprar um cartão (tarjeta de Navegación) da companhia estatal ETECSA. E tem alguns pontos com Wifi, em praças, onde as pessoas estacionam seus carros, ou sentam-se nos bancos e nas muretas para acessar algo bem mais lento do que estamos acostumados. Eu acessava a internet na praça da sorveteria (Heladería) Coppelia, e foi uma ótima oportunidade para conversar e conhecer pessoas do mundo todo, principalmente estudantes de medicina de países africanos e da América Central, como a estudante Taura da República Dominicana, que estava se especializando em medicina intensiva na Universidade de Havana. Algumas casas de aluguel, já tem wifi, duas pessoas que foram no mesmo evento que eu, tinham este acesso a internet mais facilitado. E tiveram alguns dias, que a internet da praça não funcionou ou não tinha mais tarjetas para vender (logo é bom comprar, quando tem oportunidade, a tarjeta para turista custa de 1 a 2 CUC, com duração de 1 hora. Sempre que sair do Wifi, tem que logar novamente.
Os aplicativos ligados ao Google e ao Facebook não podem ser baixados nestes pontos públicos. E um amigo me disse, que não pode falar mal de Cuba pelo WhatsApp, por poderia ter uma "escuta"... mas acho que isso é lenda.
Uma dica é tirar o print de tudo, de endereços e também anotar. Outra coisa importante, é que se for encontrar com amigo em Cuba, é sempre cumprir o combinado, pois corre o risco de não conseguir se comunicar com a pessoa depois. Os cubanos usam muito o telefone fixo, algo quase em extinção por aqui.
Completo 40 anos no final deste ano, e não tive muita oportunidade de viajar fora do país... Mas veio aquela vontade de sair da zona de conforto. Antes tinha viajado, com minha família, apenas para Portugal. E aí surgiu a oportunidade de me inscrever em um congresso bianual em Cuba - Cuba Salud , tinha que enviar o resumo até o final de 2017, e em 2018 veio a notícia que o trabalho foi aprovado. Este Congresso contou com a participação de 83 países e aproximadamente 44 delegações representando ministros de todos os continentes. Veio um frio na barriga, pois nunca estudei espanhol, e algumas pessoas já tinham me falado: "_Vai pra Cuba, comunista!", bem no meio daquele processo de impeachment, que chamo de golpe. O Brasil está vivendo uma guerra híbrida ou guerra não convencional como finalidade a obtenção do pré-sal ( link com texto excelente do Pepe Escobar - Jornalista brasileiro especialista em geopolítica), e uma das estratégias é a polarização, gerada pela comunicaç...

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